INCC-M avança 0,77% em maio
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,77% em maio de 2026, resultado inferior ao observado em abril, quando a variação foi de 1,04%. Apesar da desaceleração mensal, os custos da construção civil seguem em trajetória de alta, com o índice acumulando 6,82% nos últimos 12 meses.
O percentual acumulado representa uma leve redução em relação a maio de 2025, quando o indicador registrava avanço de 7,17% no mesmo período.
Evolução do INCC-M
Mês | Variação Mensal | Acumulado em 12 meses
Mai/26 | 0,77% | 6,82%
Abr/26 | 1,04% | 6,28%
Mar/26 | 0,36% | 5,81%
Fev/26 | 0,34% | 5,83%
Jan/26 | 0,63% | 6,01%
Dez/25 | 0,21% | 6,10%
Nov/25 | 0,28% | 6,41%
Out/25 | 0,21% | 6,58%
Set/25 | 0,21% | 7,07%
Ago/25 | 0,70% | 7,49%
Jul/25 | 0,91% | 7,43%
Jun/25 | 0,96% | 7,19%
Mai/25 | 0,26% | 7,17%
Materiais, equipamentos e serviços mantêm pressão nos custos
O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 1,02% em maio, abaixo da alta de 1,35% registrada em abril. Dentro desse segmento, a categoria Materiais e Equipamentos desacelerou de 1,40% para 1,08%, indicando uma redução no ritmo de aumento dos preços dos insumos da construção.
O destaque ficou para o subgrupo materiais para estrutura, cuja variação passou de 1,82% em abril para 0,99% em maio.
Já o grupo Serviços apresentou desaceleração mais acentuada, saindo de 0,97% para 0,50%. O principal fator para esse movimento foi o item aluguel de máquinas e equipamentos, que teve sua taxa reduzida de 1,87% para 0,32%.
Mão de obra também registra desaceleração
Os custos com mão de obra apresentaram alta de 0,43% em maio, abaixo dos 0,61% observados em abril, contribuindo para a desaceleração geral do índice no período.
Capitais registram desaceleração dos custos
Entre as sete capitais pesquisadas, seis apresentaram redução nas taxas de variação do INCC-M em maio: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.
Na contramão desse movimento, Recife foi a única cidade a registrar aceleração nos custos da construção, indicando maior pressão sobre os preços no setor na capital pernambucana.
